Eis o meu dilema: ser tomada pela compreensão ou pela “revolta”? Conviver com o medo de ser compreensiva e deixar que os mesmos erros continuem a ser cometidos ou colocar um ponto final nesses erros (e em todo resto)?
Sou incapaz de permitir que este “todo resto” se acabe. Não posso fazê-lo. E isso é válido pra toda e qualquer situação cotidiana ou incomum.
Mas será que todas as soluções pra acabar com os erros sejam limitadas em compreensão ou revolta?
Sou tola. Sou humana. Procuro por respostas de perguntas desnecessárias. De tanto querer encontrar a libertação dos erros, estou aqui a errar.
Escrevendo isso, conformei-me que não há saída. Erros são conseqüencias de nossos próprios atos que são tão complexos e, na condição de meros mortais pecadores, erraremos de infinitas formas persistindo nos mesmos erros e assim, talvez, um dia aprendamos. E mesmo que não, nos conformaremos com nossos erros em comum e continuaremos tantando, incessavelmente.

“… e o tempo pára pra ver se vou alcançar. Quem sabe poderia ser bem melhor. Se um dia fosse fácil de enxergar os erros que tivemos em comum, seremos para sempre um só nessa história […]” Granada
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