Inumanos


A mesmice dá-se todos os dias: as denúncias, o massacre, o recuso; vindos de lados tão previsíveis quanto inesperados, e dos lados que usam máscaras para que assim ocultem seus medos e defeitos mais insanos. E um pedaço sujo de papel bastaria para tamanho efeito?
Às vezes é tão difícil ser o que é quando cospem todos os seus defeitos, dia após dia, na sua face. Como se todos fossem inumanos. 
Ninguém não está sujeito à guerra. Mas eu queria saber, com essa dor de uma encrava no peito, por que nesta guerra as lágrimas são armas mais violentas que uma bala na têmpora? Se são elas quem estiveram ao longo de toda a existência sendo além do espelho de nossa alma; sendo um tônico que brinda à vida, que lava enfermidades, que concede o perdão à quem fere. E que mesmo que sirvam de um baú psíquico, guardando tudo, um dia liberta o que por algum tempo fora encarcerado. E liberta de uma vez para que os mesmos motivos jamais ousem retornar à uma casa que está, enfim, livre.
E que continue-se a guerra, enquanto todos vão “batendo na porta dos céus” por estarem míopes à vida.

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