The Memories


Não importa o quão rápido as coisas, no geral, evoluem. Os seres humanos se perdem de si mesmos a todo tempo numa velocidade não-humana. 
Não é preciso muito para que isso aconteça. 
Uma foto, uma palavra, um telefonema, um beijo, uma música. Coisas simples suficientemente grandes para fazer um homem desistir de toda sua jornada de infinitas tentativas de deixar o passado somente no passado. De não mais viver dele e para ele. Tudo desmorona quando qualquer destes “fatores” anteriores vêm à tona, e eles vêm sem dó alguma de suas vítimas. Pouco se importam se causarão frustração, medo ou dor. As memórias de momentos perdidos ou vencidos, e até as lembranças do que nunca aconteceu, se entrelaçam umas nas outras e nos prendem à tudo aquilo que nos faz parar, sentimental e mentalmente, no tempo.
Quem se importa?

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