Quem inventou o conceito que de a perfeição é absolutamente a ausência de defeitos?
Tudo isso é um equívoco, se querem saber minha opinião. Vejo perfeição em coisas que são definitivamente crescentes rente à defeitos, e isso, somado às escolhas de caráter e qualidades de um alguém é que o torna perfeito. Porque passando acima de qualquer defeito, é na hora de decisões que as pessoas mostram-se verdadeiramente. E quebrar os limites das “imperfeições” é o caminho para a perfeição. E digo mais: quem ama alguém, o ama por seus defeitos também, porque ninguém é sujeito de não possuir nenhum; e assim o acha perfeito.

A questão é ultrapassar limites que desde nosso nascimento nos foram impostos por toda uma sociedade padronizada. Por uma sociedade que acha um defeito alguém ser gordo demais, magro demais; que acha que é uma imperfeição terrível ver em alguém trajes fora da moda que eles próprios criaram.
A perfeição para os escravos da aparência é o que eles ditam na TV, nas revistas e nos websites. A perfeição, segundo seus olhos anuviados pelo egocentrismo, pode ser simplesmente reduzida à humanos-robóticos, sem vida independente e sem opinião, ou seja, pessoas manipuláveis pra servirem de robôs e continuarem inseridos nessa cadeia inacabável.
Mas, para mim, a imperfeição de fato é, por exemplo, querer usar um jeans velho e rasgado e não fazê-lo por medo de ser julgado, sabendo que o que vem em primeiro lugar é o contentamento com si próprio e não com os demais, mas sendo míope o bastante para não ver realmente essa verdade. Isto sim é um defeito. Contudo, usar o que todos usam por sentir-se bem com isso é terminantemente bom.
O que quero dizer, na verdade, é que os defeitos sempre estarão caminhado ao nosso lado, bem de perto, sejam os defeitos que auto-criamos em nossa psique ou os que criaram por nós, e continuar caminhando com isso e passando por um de cada vez é o que nos torna perfeitos humanos.
O que é imperfeito é viver para ser escravo das “imperfeições”. O perfeito é ser livre completamente e exclusivamente por si, e não pelo resto do planeta: apenas para o seu mundo.
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