Frustra porque passa o predeterminado eterno. A promessa improferida de que haveria sempre um par de mãos pronto para cessar a queda antes mesmo que ela pudesse se consolidar. A promessa muda de que não haveria riscos. Promessa que dançou nos olhos, fez calor na ponta do nariz gelado e pousou, em descanso merecido, em um pulso jorrante.
E foi-se. Perde-se ou é lançada ao céu? Conte até três e espere que as estrelas a guarde.
Que assim seja? Então amém.
São muitas vias e assim as pessoas migram para caminhos alternativos todo o tempo, perdendo-se nas estradas de uma distância imensurável. Os amigos costumeiros e tão bons que eram parte do que me fazia sociável: onde? O espaço estará os guardando para a semana que vem? Um dia, um dia…
A amizade não pode ser utópica.
E eu me importo até que me digam que é o limite. Ou não. Ultrapassou o limite, suicídio. Contudo dispenso o que me dizem. O limite é uma palavra demasiada limitada, compreendam. Aceito o que excede o nada. Assim se basta.
Pois então. As palavras traem. As palavras traíram, mas traição já se perdoa. Já se perdoa a boca que é a dona da voz que diz.
Se perdoa promessas eloquentes e nada justas pois já não há tempo de ressentir. Presumo, então, não haver tempo de ansiar. Tempo de chegar ao cofre para guardar promessas e aguardar o ato.
Assim não há tempo de um sopro chegar ao céu. Aí as estrelas não mais se fazem lar.
Então se morre.
Porque se mata.

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