Honestamente, eu adoro a forma tão desesperada da qual lido com o que sinto.
Por inúmeras vezes me passa pela cabeça cometer uma loucura (e quero deixar claro que loucuras são tentadoras pra mim, e me fazem bem à alma; ao estado de espírito). Sinto às vezes que não sou capaz de conter o bombardeiro interno que me toma a cada vez que ele me toca. Respirar se torna fácil quando ele o faz.
Pouco me importa onde estamos, mas me importa onde estás. Dói dizer “tchau” quando a madrugada chega e ele precisa retornar à sua casa; à sua velha rotina. E eu, incompleta, rertono de mau grado aos meus velhos padrões.
E falando sobre meus padrões… eles não existem quando estamos juntos. Cada dia é algo inesperado, algo inteiramente novo. O que eu sinto agora nunca é igual ao que senti antes. O hoje jamais fora igual ontem. Dia após dia, ou talvez a cada hora ou minuto, a sensação muda. A paixão cresce. Tenho pra mim que é a tendência que seja assim. Temos muita paixão. Somos amantes completamente apaixonados. Mas não somos só isso.
Somos amigos, melhores amigos. Confidentes. Há um desejo explosivo em nós, mas há demasiado carinho também. Adoro o jeito como ele entrelaça seus dedos em meus cabelos, o jeito suave como ele beija minhas mãos, minha cabeça, minha boca. Quando eu o olho, sinto a vontade desesperada de me aninhar por completo em seu corpo. De beijar infinitamente seus doces lábios. Nossos corpos explodem quando se tocam, mas sabem ser suaves quando estamos apenas sentindo o amor que nos prende um ao outro.
Não entendo o que acontece comigo quando ele está por perto e tampouco quero entender. Só sei que sinto a necessidade de dizer o quanto eu o amo por todo o tempo.
Não somos iguais, de maneira alguma. E a cada diferença nossa que percebo, tenho mais certeza de que não quero que sejamos. Não teria graça. Não teria o quê completar. Seria fácil demais para ambos, e o “fácil” não é atrativo para nós. Nem para qualquer casal, acredito eu.
Tanto eu já disse à ele. Penso que eu poderia escrever um livro sobre nós. Obviamente seria um romance, um belo romance, mas pensando bem acho que poderia ser aventura. Ou um livro “para adultos”, se é que vocês me entendem. Uma comédia-romântica talvez. E falando sobre comédia, me faz pensar no quão bobos nos tornamos quando conversamos. Dois bobos apaixonados, se amando. Isso me faz lembrar uma frase que li em algum lugar: “Se não estiver disposto a parecer idiota, você não merece se apaixonar.” Com absoluta certeza. E estou disposta à tudo, por ele e para ele. Mas para ele não preciso mudar quem sou. Nos aceitamos de uma forma que palavras não traduzem. Não precisamos mudar em nada para estarmos juntos. Isso é o que, talvez, nos faz nos amarmos de uma forma tão mágica.
Nos divertimos tanto quando estamos juntos. Não precisa ser necessariamente fisicamente, que seja por telefone, por MSN ou qualquer outro veículo de comunicação. O riso que ele me oferece é tão lindo, tão sincero. Intenso.
E eu rezo. Rezo pra que sejamos um do outro; pra que a sensação de borboletas na barriga quando eu o vejo nunca se perca de nós, pois ele é minha única esperança.
O sentimento maternal que eu carrego em relação à ele é tão bonito. A necessidade de protegê-lo de tudo e todos às vezes me faz estrapolar os limites do bom-senso, mas todo o meu bom-senso se foi à partir do momento que ele me surgiu.
Eu poderia finalizar dizendo que o amo, que o amo mais que todas as coisas que nos cercam, mais que todos os outros “alguém” e além de tudo que existe e irá existir. Mas acredito que mesmo pra um tolo, isso já ficou óbvio. Tudo que sei é que ninguém me faz sentir tão bem quanto ele me faz, e que por ter ele em minha vida, sou completa.
Sou feliz.

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